23 setembro 2020

Conversando com professores sobre Playlists

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Gente, há quanto tempo a gente não se vê por aqui, hein? Vamos lá escrever mais um pouco porque tem muita coisa ainda a ser dita nos blogs da vida.

Se você segue a Pipa no Instagram (https://www.instagram.com/pipacomunica/) deve ter esbarrado em algumas postagens sobre playlists que publicamos por lá. A gente anda produzindo muitos conteúdos no Instagram, mas essa semana eu tomei uma surra de consciência de que muita gente que não está por lá acaba ficando sem acesso a esses conteúdos. Sendo assim, estou tentando ajustar essa situação trazendo os conteúdos de lá pra cá.

Voltando as playlists, a história toda começou com um dos cards da série #mantradapipa que a gente posta de tempos em tempos, mais precisamente o da imagem a seguir:


Esse card gerou uma discussão muito interessante nos comentários. Alguns amigos professores compartilharam playlists que estavam criando e o professor Clecio Bunzen Jr, do curso de Letras/Português da Universidade Federal de Pernambuco comentou que estava estudando o tema em um projeto de extensão da universidade. Papo indo e papo vindo, decidi fazer mais uma postagem listando as ideias das playlist criadas, inclusive dentro das disciplinas que ministram. Assim surgiu o post a seguir:

 

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A gente falou sobre playlists nessa semana e o assunto rendeu. Logo surgiram sugestões bem legais de novos exemplos criados por grandes educadores da nossa rede como o @danilo.innovator17 e o @ribasninja. É muito bom saber que essas novas formas de criar e colaborar estão sendo usadas por outras pessoas com resultados satisfatórios. Danilo, por exemplo, criou uma playlist só com músicas para dançar com crianças. Uma curadoria bem interessante, principalmente em tempos de pandemia. E por falar em pandemia, Ribamar criou junto com os alunos a playlist Ritmos de Pandemia em que eles indicavam uma música que estavam escutando e diziam o porquê. O resultado é uma playlist bem eclética. Lembra a playlist da @karlagvidal que para fugir do pessimismo e das vibrações ruins do início da pandemia criou a playlist Um sopro de Esperança só com músicas para levantar o ânimo. Karla também criou uma segunda playlist na pandemia, a Vai ter São João, com quase 7h de forró para não deixar as festas juninas passarem em branco. Vale a pena conhecer cada uma delas no Spotify. Marcas também têm apostado na curadoria musical. A Electrolux, a Rede Globo e a revista Casa e Jardim, por exemplo, criaram playlists com músicas para ouvir na hora da faxina. Playlists podem parecer sem importância para um olhar desavisado, mas são poderosas ferramentas que ajudam a promover um exercício de curadoria incrível quando se cria, além do estímulo ao trabalho colaborativo quando envolve um grupo de pessoas nessa criação. Aplicativos como o Spotify permitem que você torne a sua playlist colaborativa, o que significa que outros usuários poderão adicionar músicas a ela. Um mundo de possibilidades que se abre. E isso porque estamos falando apenas de música. Já imaginou com podcasts e vídeo? Deixamos a reflexão pra vocês. #playlist #playlists #spotify #deezer #amazonmusic #colaboração

Uma publicação compartilhada por Pipa Comunicação (@pipacomunica) em


Aí, Clecio, que também é autor e conselheiro da Pipa Comunica, me fez um convite para comentar sobre a playlist que eu havia criado durante o São João com os professores do curso de extensão. Da conversa também participaria a professora Ana Elisa Ribeiro do CEFET-MG que também havia criado uma playlist recente sobre chuva.

É claro que eu topei. No dia 20 de agosto de 2020 o projeto de extensão Múltiplas Linguagens guiado por Clecio, promoveu esse encontro sobre o potencial das playlists. O projeto dele é uma parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco e a Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (GRE Metrosul) e reúne professoras e professores que participam de oficinas práticas de linguagem, além de encontros de reflexão sobre múltiplas linguagens na Língua Portuguesa. 

O primeiro tema da série de oficinas de formação era a canção e já na primeira oficina foram trabalhadas playlists musicais. O encontro online aconteceu no Instagram e foi um bate-papo bem descontraído. Ana criou uma playlist colaborativa sobre chuva e convidou amigos para colaborar nas redes. Eu criei uma playlist com mais de 7h de forró como forma de superar a falta das festas juninas em 2020. 

Muitas ideias vieram à tona durante a conversa. O encontro foi fechado para os professores do curso e eu estava na agonia para compartilhar com outros professores tanta informação legal. Por isso solicitei autorização para editar o conteúdo e disponibilizar na rede para que mais pessoas possam ter acesso à discussões tão pertinentes. Tanto o Clecio como a Ana autorizaram e o material agora está editado no YouTube para quem quiser assistir:

 


Como resultado, os professores das oficinas de Clecio Bunzen produziram suas próprias playlists que a gente compartilha a seguir com você. Ouça e deixe o seu like em cada uma delas!

🎵 Playlist 1: Hoje eu não saio não 

"Em meio a pandemia, nos inscrevemos num curso de Múltiplas linguagens e nos foi solicitado uma playlist. Escolhemos retratar através de canções o momento atual e o que nos rodeia. Ela serve para mostrar que o lugar que chamamos de casa se tornou palco de acolhimento, luta, resiliência, aprendizado, amor, de se refazer e ressignificar. Em casa a gente se une e ninguém solta a mão de ninguém". Link: Hoje eu não saio não 

🎵 Playlist 2: Canções da nossa adolescência 

"Esta playlist foi produzida colaborativamente por Amanda, Ana Clecia, Camila, Lilian e Marcelo, atendendo a proposta de produção final do 1° módulo do curso de extensão "Múltiplas Linguagens na sala de aula de língua portuguesa" ministrado pelo professor Clecio Bunzen da UFPE. Nós escolhemos produzir a playlist com algumas canções que ouvimos bastante na nossa adolescência. A playlist contêm 11 musicas: Eu quero sol nesse jardim, Você pode ter, Você, Sacrifice, Mais firme do que nunca, Meu sonho, Não dá pra não pensar, Onde você mora?, Só hoje, Razões e emoções e Era uma vez." Link: Canções da nossa adolescência

🎵 Playlist 3: Memórias afetivas 

"A playlist Memórias Afetivas é também uma playlist #paratodos. Por isso, além de utilizamos uma plataforma mais acessível, selecionamos vídeos com legenda ou com a tradução em Libras para que o afeto não encontre barreiras. As músicas nascem de uma mistura de memórias da infância e adolescência que hoje, em tempos de pandemia, nos trazem conforto e alegria" Link: Memórias Afetivas.

Eu não me cansarei nunca de iluminar essas histórias que nos mostram que apostar na criatividade e nas experiências de aprendizagem vale a pena. Sou só gratidão ao Clecio Bunzen pelo convite. Agradeço também a ele e à Ana Elisa Ribeiro por autorizarem a edição e a publicação por aqui. 

Que possamos vivenciar mais experiências assim na educação. Até a próxima.

26 março 2020

Edição de vídeo no celular e com app gratuito

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Eita! Tô sumida mesmo. Peço desculpas, mas é que a vida não tá nem aí para o nosso planejamento. É muita coisa pra dar conta e tô espalhada e produzindo loucamente pela web. Aproveitei uma dessas produções e trouxe aqui pro blog para remover as teias de aranha por aqui.

A convite do Amplifica gravei um tutorial sobre edição de vídeo no celular. O que era pra ser só um tutorial rápido virou uma aula completa sobre o Quik, aplicativo gratuito de edição. Tentei resumir, mas tem horas em que é preciso dizer tudo que acreditamos ser importante para que as pessoas aprendam.

Espero que seja útil para vocês. Até a próxima!


23 setembro 2019

Google vai certificar mais uma turma de educadores inovadores no Brasil

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Grupo de trabalho Macacators do qual fiz parte na Academia Innovator 2017 no Google. Foto: Marcio Motta

O Certified Innovator Program, iniciativa do Google que certifica educadores em diferentes países está com chamada pública aberta em 2019 no Brasil. O programa está com inscrições abertas até 27 de setembro e vai selecionar 36 educadores inovadores que vão participar da Academia de Inovação em dezembro, na sede do Google em São Paulo.

Ser um profissional multi certificado e reconhecido pelo Google é uma missão não tão impossível para os educadores que já desenham suas práticas pedagógicas com auxílio das tecnologias. A empresa mantém diversos recursos como as ferramentas da suíte Google for Education, além de dispositivos como os chromebooks e os programas globais de certificação.

As certificações oferecidas pelo Google são obtidas através de exames online ou chamadas públicas. Para ajudar os interessados a empresa oferece um centro de treinamento online - o Google Teacher Center - onde é possível se preparar para cada umas das certificações a partir de trilhas de aprendizagem online desenhadas por educadores e para educadores de todo o mundo.

Através do Teacher Center é possível ter acesso a quatro tipos de certificação: Educador Nível 1, Educador Nível 2, Instrutor Certificado e Inovador Certificado. As duas primeiras avaliam seu domínio sobre ferramentas digitais e o que você consegue produzir a partir dessas ferramentas. A certificação de Instrutor atesta a capacidade de auxiliar outros professores na aplicação de tecnologias. Todas elas são obtidas através de exame online com duração de 180 minutos, sem intervalo.

A certificação de Inovador globalmente conhecida como Google Innovator, é um pouco diferente. Não se trata de prova e sim seleção pública que vai escolher pessoas com atuação inovadora na educação, comprovada pelos critérios definidos pelo Google, e um desafio a ser desenvolvido ao longo de um ano. Os selecionados participam da Academia de Inovação, em São Paulo, onde dão os primeiros passos para que o desafio submetido se transforme num projeto de inovação para a educação brasileira. O projeto será mentorado e acompanhado durante toda sua execução.

Innovators da turma BZR17 trabalham em equipe durante a Academia de Inovação na sede do Google em São Paulo. Foto: Neto Dutra.

Grandes projetos nascidos durante a Academia de Inovação do Google já ganharam o Brasil e continuam ativos e transformando a educação do país até hoje. Exemplos que merecem destaque são os projetos com foco em produção e análise de mídia como o HoaxBusters e o MidiaMakers, iniciativas de formação de professores como o podcast EdueDaiAmplifica e o ProfLab e iniciativas de empoderamento dos estudantes como o projeto Teacher for a Day. Todos os projetos da turma de 2017 podem ser consultados através do link: http://bit.ly/showcasegoogleinnovatorsbrz17 

A última vez que a Academia Innovator esteve no Brasil foi em 2017 quando formou a segunda turma de Innovators com 36 selecionados. A primeira turma de Innovators aconteceu em 2014 e certificou 54 educadores de todas as regiões do país. Em 2019 já aconteceram academias de inovação nas cidades de Sydney e  Londres. Além São Paulo estão programadas academias em Tóquio, Cingapura, Nova York e Estocolmo.

Todas as certificações para educadores do Google são internacionais e os educadores certificados passam a integrar uma comunidade prática ativa composta por profissionais de todo o mundo, além de fazer parte do diretório Google for Education.

A chamada pública da seleção para a Academia Innovator está aberta desde janeiro no link www.certifiedinnovators.com.