06 outubro 2018

Tecnologia a favor da cidadania




Chegamos a mais uma eleição, dessa vez no nível hard (em todos os sentidos). Frente ao cenário que estamos vivendo nos últimos dias no Brasil, não tem como sair ileso da tormenta, nem se você decidir jejuar 21 dias no alto da montanha. Mas, como não voltei a escrever aqui no blog pra catequizar ninguém, nem pra expor voto, vou direto ao assunto desse post.

Vim para fazer uma lista de tudo que a tecnologia tem produzido e que me ajudou a navegar nessa tempestade que virou o processo de eleição. Venho a um certo tempo fuçando algumas delas e posso dizer que mais uma vez o universo digital ajuda a entender as coisas. Ok! Dessa vez é preciso cansar o cérebro um pouco mais para checar as informações, mas há tecnologia pra ajudar nisso também.


Aplicativos


O primeiro que você tem que ter é o E-Titulo (versão Android) (versão iOS) do Tribunal Superior Eleitoral. Se você participou do processo de biometria seu dados estarão no banco de dados e você nem precisa do título em papel para votar, basta instalar esse app. Fique atento aos dados informados. Qualquer erro de digitação ou número faltando vai gerar erro na busca. Também da Justiça Eleitoral, tem o app Resultados (versão Android) (versão iOS) que promete facilitar o acompanhamento da apuração.

Para essas informações não vou indicar nenhum aplicativo sem ser do TSE porque nessa maré de falsificação e venda de dados pessoais em que estamos mergulhados é bom ficar atento e ligado nas fontes oficiais mesmo.


http://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/aplicativo-e-titulo


Outro app muito legal é o Detector de Ficha de político. Através de reconhecimento facial o app informa os políticos que respondem a algum processo por corrupção. Você tira uma foto do candidato na tv, na tela do computador, no santinho ou pessoalmente se tiver a oportunidade. As informações sobre o processo pipocam na sua tela. Baixe na App Store (https://goo.gl/2BKk5E) e no Google Play (https://goo.gl/kJ49QX).


Plataformas de afinidade eleitoral


Algumas plataformas apareceram para funcionar como uma espécie de calculadora de afinidade
eleitoral. Em resumo, você informa ao sistema o que pensa em relação a vários temas, ele cruza essas respostas com o banco de dados dele e te devolve um resultado que apresenta qual candidato tem propostas mais alinhadas com seu raciocínio. Aqui vale o bom senso para pesquisar quem desenvolveu o sistema e como alimentou o banco de dados. Isso já dá uma boa base pra você saber quais as reais intenções de cada sistema. Não esquece de observar isso! Tem muita ferramenta desenvolvida por grandes jornais, mas essas eu confesso que não tô dando credibilidade. A lista das que testei:



Redes de checagem dos fatos

 


Se você acredita que nunca caiu numa fake news eu tenho algo a te dizer: caiu sim! Só não percebeu. Calma que isso não diminui você perante a sociedade. Saiba que os grandes veículos da imprensa também já caíram em notícias falsas, inclusive estampando primeiras páginas de jornais e portais por aí. É a famosa barrigada jornalística que já virou hábito, infelizmente. E olha que apurar fatos é a profissão dessa galera...

Isso acontece por conta de um tarefinha básica que muita gente não quer fazer: a apuração. Apuração de informação é algo que não é só função dos bons jornalistas, viu? Você como bom leitor deve conhecer os mecanismos que te ajudam a apurar informação de forma ágil para não cair em qualquer fake news que cruzar seu caminho. Ou pior! Passar pra frente uma informação equivocada por nem perceber que era. 


Como sempre há males que vêm para o bem, nesses tempos chatos de pós-verdade e fakes (muitos fakes), uma série de comunidades foram formadas para checar as informações que circulam na internet. O trabalho geralmente é colaborativo e conta com a participação da sociedade. Tem sido tão bem executado que grandes empresas como o Facebook contrataram essas equipes para apurar as informações que circulam em suas redes. Hoje eu não vivo sem dar uma passadinha para verificar informações nos seguintes portais de checagem:


 

 Youtube

 

 

Parece óbvio e é. O Youtube é uma fonte inesgotável de boa informação se você observar com carinho quem são e quais os objetivos dos produtores do conteúdo. Senti muita necessidade de retomar questões relacionadas à História do Brasil e do mundo nesses últimos meses. Também busquei ouvir filósofos que me tranquilizaram mais que terapia. Vou deixar os dois canais que mais assisti nesse período e que me ajudaram a refletir e esclarecer algumas questões que eu tinha dúvida porque nunca aprendi direito na escola.



16 maio 2018

Vamos falar sobre GIFs?


Oi, gente! Tudo bem com vocês? Tem um tempo que não venho aqui no blog compartilhar angústias falar sobre coisas boas, né? Eis que cá estou para convidar vocês para uma experiência que venho aprimorando desde o ano passado, quando coloquei o protótipo pra rodar no Seminário Amplifica em Natal.

Comecei chamando o projeto de O uso criativo de Gifs na sala de aula. Aí percebi que o ambiente da sala de aula não era o único em que poderíamos criar e explorar esse universo "animado" dos GIFs. Dava pra fazer muita coisa relacionada à educação a partir deles. Mudei o título para O Uso Criativo de Gifs na aprendizagem e já estou aqui pensando em por que não trabalhar o uso criativo de GIFs para a vida?


O universo das imagens sempre me fascinou. Desde criança sou apaixonada por imagens e ainda muito cedo comecei a fotografar graças à ideia dos meus pais de comprar uma câmera fotográfica para a família quando eu tinha mais ou menos 8 anos de idade. Logo em seguida me interessei por colagens feitas a partir de recortes de revista e com 14 anos ganhei meu primeiro computador. Nunca mais parei de produzir imagens.

Foi natural a escolha por uma faculdade que me permitisse ir mais fundo nos estudos da fotografia e do cinema. A internet dava seus primeiros passos e eu já curtia bastante desenhar no computador. Veio daí o desejo de cursar Rádio e TV na UFPE. O bacharelado apresentava um pouco de tudo isso pra gente. Hoje o curso se chama Rádio, TV e Internet e os estudos sobre cinema se tornaram um novo curso: Cinema e Audiovisual. Sou grata por ter vivido tudo isso junto e misturado.

Bem antes de entrar na faculdade eu já mexia com softwares como Photoshop, Pagemaker e CorelDraw. Também criei muito a partir do Paintbrush, do Print Artist e do Netscape. Além de muitas fotografias fiz marca, fiz livro e fiz site. 


Nessas aventuras digitais  havia uma coisa que me chamava muito a atenção, o ícone animado do Netscape, um navegador bem antigo que tinha uma área de edição para construção de sites. A inicialização do aplicativo trazia a letra N no que parecia ser o espaço sideral com estrelas caindo sem parar. Foi um dos primeiros GIFs que vi na vida. Curiosa, só sosseguei quando descobri como fazia aquilo. E descobri quase da mesma forma como descobrimos as coisas hoje em dia: pesquisando na internet. Mas, não era no Google! Era um negócio chamado Cadê...

Foi assim que descobri que o computador que havia ganhado do meu pai, equipado com Photoshop 4, poderia me ajudar. A mágica acontecia em um outro software presente no CD de instalação do Photoshop que se chamava Adobe ImageReady. Foi a partir desse software que comecei a entender os principais conceitos de animação através de sequências de imagens. O Adobe ImageReady foi descontinuado em 2007 e após muitas reclamações sua funções foram incorporadas ao próprio Photoshop.


Comecei a animar algumas das imagens que produzia no computador, mas me senti o máximo mesmo quando animei um golfinho desenhado pela minha amiga Helga Vieira no PaintBrush. Era o mascote de um fã-clube e esse foi o primeiro projeto com GIF que fiz na vida. Hoje ela é uma grande arquiteta e eu sou a maluca dos GIFs.

Além desse fiz muitos outros para vários sites em que trabalhei. Com o tempo essas pequenas animações foram deixando de ser utilizadas e novas linguagens passaram a tomar o seu lugar como as animações em Flash.

E eu também migrei para o Flash, mesmo acreditando que os GIFs eram mais práticos e solucionavam mais rapidamente uma série de problemas. Aprendi um pouco de programação para Flash, mas nunca deixei de produzir pequenos GIFs para resolver questões mais simples de webdesign, principalmente quando o cliente pedia só uma "animaçãozinha" pra deixar "interessante".

Graças aos bons deuses, às redes sociais e a uma dupla de artistas novaiorquinos chamados Jamie Beck e Kevin Burg, os GIFs que pareciam estar mortos voltaram com força total. Jamie contribuiu para esse retorno com a arte dos Cinemagraphs (2011) e o uso intenso de GIFs em espaços como o Tumblr e o Orkut impulsionaram o desenvolvimento de repositórios como o Giphy (2013) e o Tenor (2014). Foi o salto que faltava para o formato de imagens animadas se tornar uma das linguagens digitais mais utilizadas até hoje.


Cinemagraph desenvolvido pela dupla de artistas Jamie Beck e Kevin Burg

É assim que desde 1999 eu venho sempre considerando resolver problemas de comunicação com GIFs. Foi a partir disso que percebi que essa linguagem pode ser facilmente aplicada em outras áreas como, por exemplo, a educação. São esses olhares que me levaram a desenhar uma experiência de aprendizagem sobre o tema para professores, estudantes e qualquer pessoa que trabalhe com educação, seja produzindo conteúdo ou criando experiências também.

Hoje essa vivência faz parte do ProfLab, esse projeto tão querido de formações criativas do qual faço parte junto a uma equipe de educadores muito mais geniais do que eu. No próximo sábado eu vou estar na ABA Global Education recebendo 15 educadores para pôr esse conhecimento em prática junto comigo. Já temos 12 inscritos! E eu estou bem feliz com esse resultado. As inscrições seguem abertas até as vagas acabarem no endereço: http://www.souproflab.com.br/formacoes. Gravei uma chamada em vídeo só pra convidar vocês. Aperta o play pra ver!


09 maio 2018

Algumas vantagens do Design Thinking que podem mudar sua vida


Ok, exagerei! Talvez o Design Thinking não mude tanto assim sua vida, mas caso considere aplicá-lo, certamente terá boas surpresas.

O Design Thinking, apesar de ter virado tendência em vários ambientes, ainda é algo misterioso para muita gente. Até quem o aplica diariamente em seus projetos tem certa dificuldade de explicar o que danado é isso. Hoje eu vim aqui no blog ousar simplificar para explicar. Vamos lá!

No meu entendimento Design Thinking é um conjunto de estratégias que, quando combinadas, nos ajudam a identificar e solucionar problemas em qualquer situação que seja. Trazendo pro lado da educação podemos dizer que se trata de uma metodologia, e o melhor, uma metodologia ativa que é aquela em que o aprendiz é o principal agente; é o cara que arregaça as mangas para fazer alguma coisa. Sabe aquele lance de dar voz ao aluno? Acontece quando você decide trabalhar com Design Thinking!

Para entender melhor, eu gosto de levar a coisa para o lado fantástico. Quando digo fantástico eu me refiro ao lado "Senhor dos Anéis" mesmo. Eu imagino o Design Thinking como uma jornada em que há um grupo de heróis que juntos, depois de um momento de reflexão, conseguem identificar um problema comum e partem em busca de soluções. Agindo em equipe cada herói lança sua ideia para solucionar a questão. Na busca de fazer o outro entender sua proposta cada herói tenta apresentá-la da melhor forma possível. Cada apresentação elaborada funciona como um registro das ideia geradas, quase sempre visual, o que faz com que o grupo identifique com muita clareza qual a melhor opção para a questão colocada. Em seguida todos saem em missão para pôr em prática a melhor solução desenvolvida.

Foi assim que eu consegui entender o que era o tal do Design Thinking. Aliás, percebi ainda que, de certa forma, já aplicava a metodologia em praticamente tudo o que fazia. De um projeto de reforma na casa até o mais complexo projeto da +Pipa Comunicação, sempre seguia uma trajetória como essa. Isso porque o Design Thinking é a forma como designers pensam todos os dias e que pode sim servir como guia para qualquer pessoa.

Como neste sábado vai acontecer mais uma turma de Design Thinking do ProfLab, ando respondendo muitas questões sobre o tema, o que me fez produzir o infográfico a seguir que apresenta algumas  respostas. Espero que seja útil para quem tá esbarrando com esse termo em inglês pela primeira vez. Se você quiser desenvolver infográficos como esse basta utilizar o Canva.

Ahhh! Ainda há vagas para o ProfLab do sábado. Basta acessar o link: http://bit.do/proflabdte e se unir ao grupo guiado por Alessandro Lima na ABA Global Education dos Aflitos.


28 janeiro 2018

Apps para deixar suas fotos digitais com cara de analógicas

Todas as imagens desse post foram reveladas no app Kuji Cam. CC BY Karla Vidal

Juro que se eu não precisasse me virar nos 30 para viver eu passaria todo o meu período de trabalho compartilhando informação. Como não é possível, faço sempre que consigo. Tô falando sobre isso porque desde o final do ano passado tem um lance rolando no Instagram que eu tava doida pra vir aqui esclarecer, mas só agora eu consegui parar para acabar com a sacanagem. Vamos a ela!

Se você tem conta na rede social de fotografia mais badalada do pedaço certamente já viu a galera postando cenas com um visual de fotografia analógica. Notei um aumento no número de posts com essas imagens lá pelo começo de dezembro. Mas, não se trata só de filtros de cores, as imagens trazem efeitos de luz e um realce nas linhas das imagens que dá um efeito meio 3D, muito bonito por sinal. Data registrada no canto da foto, flares (manchas de luz), aquele aspecto de filme queimado presente na primeira e na última foto do rolo e cores escuras e saturadas também são características dessa febre nas fotos postadas no Instagram.


Mas o que era isso? Um filtro novo? Um app? Pouca gente falava. Sabe por quê? Porque se criou uma atmosfera de mistério e a galera "antenada" decidiu alimentar isso e não divulgar que eram sim aplicativos. Como não curto esse tipo de comportamento decidi acabar com esse mistério. Afinal, tudo que posto, se houver app envolvido, coloco nas hashtags para que todo mundo possa usar e criar também.

O app em questão se chama Gudak Cam que oferece pra você uma experiência fotográfica muito semelhante a uma câmera analógica de verdade. Ele é inspirado nas câmeras descartáveis que usávamos antigamente. Sabe Love, Kodak e Fuji? Bem isso! Você faz a foto e não vê o resultado na hora, é necessário revelar e esperar algumas horas para ver como ficou. Há um rolo de filme com quantidade limitada de fotos e quando ele termina é necessário esperar para trocar o rolo. É divertido e você pode revelar quantas vezes quiser. O app é pago, mas vale a pena!

Depois do Gudak apareceu a Huji Cam que está disponível apenas para iOs. Segue os mesmos princípios, mas demora só alguns segundos para revelar. É febre entre bloggers e tá bombando nas viagens e nas baladas. Não levou muito tempo para serem desenvolvidas várias alternativas bem legais também para Android como a Kuji Cam.
 

Minha escolha foi a Kuji Cam que é parecida com a Huji e tem versão gratuita, porém bem limitada. Paguei 4 reais pela versão full que liberou todas as funções e me divirto horrores revelando fotos ao longo do dia (preciso até parar). O app possui três conjuntos de revelação: Kudak, Kuji e Black & White suficientes para fazer você passar muito tempo revelando imagens. Todos esses apps possuem câmeras próprias o que significa que você pode fotografar direto com eles.

Eu sinceramente acredito que privar as pessoas de uma experiência dessas é uma bobagem sem tamanho. Todo mundo merece saber das coisas para poder viver novas experiências. Esse lance de "app secreto" não tá com nada. Compartilhe! Você vai ser muito mais benquisto do que guardando informação para levar pro seu caixão.

Beijos de luz e até a próxima dica! Meu perfil no Instagram: https://www.instagram.com/karlagvidal/

19 janeiro 2018

Vem aí o ProfLab Day!


Sim! O ProfLab está de volta sem hífen na marca pra ficar tudo bem mais juntinho! E a temporada 2018 já vai começar agitada com site novo, evento novo, formações novas, hashtags novas... Tudo novo porque o que a gente gosta mesmo é de inovar.

Atendendo aos pedidos de muitos desbravadores desenhamos uma ação especial para envolver um maior número de pessoas. Assim, está chegando a Caruaru (viva!) no próximo dia 31 de janeiro o ProfLab Day, que reunirá profissionais de diferentes áreas com a missão de desenhar novas experiências de aprendizagem tanto para alunos quanto para professores. A ideia é levar o ProfLab a muitos lugares nesse formato.

Com o tema Design Thinking para Educadores, o evento está programado para acontecer das 9 às 18h, no Armazém da Criatividade, localizado dentro do Polo Comercial de Caruaru, Rodovia BR 104, Km 62 s/n, bairro Nova Caruaru.

São 100 vagas disponíveis para a exposição sobre Design Thinking, pela manhã, e as 40 primeiras inscrições terão direito a participar, à tarde, da atividade prática no laboratório de modelagem e produção do Armazém da Criatividade. A inscrição custa R$20.

No ar desde 2015, o ProfLab já formou 38 turmas com sete temas trabalhados, entre eles o Design Thinking, ministrado pelo especialista Alessandro Lima, educador responsável pelo enfoque sobre o tema na iniciativa. Alessandro é designer com ampla experiência no mercado. Sua forma leve e descontraída de trabalhar a abordagem faz com que todos que entrem em contato com o tema sejam capazes de conectá-lo a sua realidade. Com o título "Você está sentindo? A força está em Caruaru", Alessandro promete uma apresentação super envolvente para todos que comparecerem ao ProfLab Day também no turno da manhã. Inscrições no link: http://bit.ly/proflabday01


Sobre o Design Thinging O Design Thinking está relacionado a projetos. E por projeto entende-se qualquer intenção de realizar ou desenvolver alguma coisa: um software, uma cadeira, uma viagem, aquela reforma na sua casa e – por quê não? – uma aula. Mais do que uma metodologia, o Design Thinking é uma abordagem capaz de transformar a maneira como pensamos e os métodos como estamos acostumados a resolver problemas. Isso nos permite compreender que existem outras formas de trilhar a aprendizagem.

Essa abordagem já é utilizada em todo o mundo trazendo contribuições significativas para várias áreas, tanto que em 2013 a Ideo, consultoria global de design, expandiu o método para a área de educação. Um toolkit foi produzido para ajudar a desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de inovação de todos que atuam na área, inclusive tendo sua tradução para o português autorizada pela Ideo e conduzida pela equipe do projeto Design Thinking para Educadores.

Para saber mais é só acessar o novo site do projeto no endereço: http://www.souproflab.com.br