16 maio 2018

Vamos falar sobre GIFs?


Oi, gente! Tudo bem com vocês? Tem um tempo que não venho aqui no blog compartilhar angústias falar sobre coisas boas, né? Eis que cá estou para convidar vocês para uma experiência que venho aprimorando desde o ano passado, quando coloquei o protótipo pra rodar no Seminário Amplifica em Natal.

Comecei chamando o projeto de O uso criativo de Gifs na sala de aula. Aí percebi que o ambiente da sala de aula não era o único em que poderíamos criar e explorar esse universo "animado" dos GIFs. Dava pra fazer muita coisa relacionada à educação a partir deles. Mudei o título para O Uso Criativo de Gifs na aprendizagem e já estou aqui pensando em por que não trabalhar o uso criativo de GIFs para a vida?


O universo das imagens sempre me fascinou. Desde criança sou apaixonada por imagens e ainda muito cedo comecei a fotografar graças à ideia dos meus pais de comprar uma câmera fotográfica para a família quando eu tinha mais ou menos 8 anos de idade. Logo em seguida me interessei por colagens feitas a partir de recortes de revista e com 14 anos ganhei meu primeiro computador. Nunca mais parei de produzir imagens.

Foi natural a escolha por uma faculdade que me permitisse ir mais fundo nos estudos da fotografia e do cinema. A internet dava seus primeiros passos e eu já curtia bastante desenhar no computador. Veio daí o desejo de cursar Rádio e TV na UFPE. O bacharelado apresentava um pouco de tudo isso pra gente. Hoje o curso se chama Rádio, TV e Internet e os estudos sobre cinema se tornaram um novo curso: Cinema e Audiovisual. Sou grata por ter vivido tudo isso junto e misturado.

Bem antes de entrar na faculdade eu já mexia com softwares como Photoshop, Pagemaker e CorelDraw. Também criei muito a partir do Paintbrush, do Print Artist e do Netscape. Além de muitas fotografias fiz marca, fiz livro e fiz site. 


Nessas aventuras digitais  havia uma coisa que me chamava muito a atenção, o ícone animado do Netscape, um navegador bem antigo que tinha uma área de edição para construção de sites. A inicialização do aplicativo trazia a letra N no que parecia ser o espaço sideral com estrelas caindo sem parar. Foi um dos primeiros GIFs que vi na vida. Curiosa, só sosseguei quando descobri como fazia aquilo. E descobri quase da mesma forma como descobrimos as coisas hoje em dia: pesquisando na internet. Mas, não era no Google! Era um negócio chamado Cadê...

Foi assim que descobri que o computador que havia ganhado do meu pai, equipado com Photoshop 4, poderia me ajudar. A mágica acontecia em um outro software presente no CD de instalação do Photoshop que se chamava Adobe ImageReady. Foi a partir desse software que comecei a entender os principais conceitos de animação através de sequências de imagens. O Adobe ImageReady foi descontinuado em 2007 e após muitas reclamações sua funções foram incorporadas ao próprio Photoshop.


Comecei a animar algumas das imagens que produzia no computador, mas me senti o máximo mesmo quando animei um golfinho desenhado pela minha amiga Helga Vieira no PaintBrush. Era o mascote de um fã-clube e esse foi o primeiro projeto com GIF que fiz na vida. Hoje ela é uma grande arquiteta e eu sou a maluca dos GIFs.

Além desse fiz muitos outros para vários sites em que trabalhei. Com o tempo essas pequenas animações foram deixando de ser utilizadas e novas linguagens passaram a tomar o seu lugar como as animações em Flash.

E eu também migrei para o Flash, mesmo acreditando que os GIFs eram mais práticos e solucionavam mais rapidamente uma série de problemas. Aprendi um pouco de programação para Flash, mas nunca deixei de produzir pequenos GIFs para resolver questões mais simples de webdesign, principalmente quando o cliente pedia só uma "animaçãozinha" pra deixar "interessante".

Graças aos bons deuses, às redes sociais e a uma dupla de artistas novaiorquinos chamados Jamie Beck e Kevin Burg, os GIFs que pareciam estar mortos voltaram com força total. Jamie contribuiu para esse retorno com a arte dos Cinemagraphs (2011) e o uso intenso de GIFs em espaços como o Tumblr e o Orkut impulsionaram o desenvolvimento de repositórios como o Giphy (2013) e o Tenor (2014). Foi o salto que faltava para o formato de imagens animadas se tornar uma das linguagens digitais mais utilizadas até hoje.


Cinemagraph desenvolvido pela dupla de artistas Jamie Beck e Kevin Burg

É assim que desde 1999 eu venho sempre considerando resolver problemas de comunicação com GIFs. Foi a partir disso que percebi que essa linguagem pode ser facilmente aplicada em outras áreas como, por exemplo, a educação. São esses olhares que me levaram a desenhar uma experiência de aprendizagem sobre o tema para professores, estudantes e qualquer pessoa que trabalhe com educação, seja produzindo conteúdo ou criando experiências também.

Hoje essa vivência faz parte do ProfLab, esse projeto tão querido de formações criativas do qual faço parte junto a uma equipe de educadores muito mais geniais do que eu. No próximo sábado eu vou estar na ABA Global Education recebendo 15 educadores para pôr esse conhecimento em prática junto comigo. Já temos 12 inscritos! E eu estou bem feliz com esse resultado. As inscrições seguem abertas até as vagas acabarem no endereço: http://www.souproflab.com.br/formacoes. Gravei uma chamada em vídeo só pra convidar vocês. Aperta o play pra ver!